terça-feira, 14 de junho de 2016

Desabrochou!

É na calada da noite que as dores se formam
É no silêncio do tempo entre os mundos
O tempo que não era tempo
O lugar sem lugar, espaço vazio vagando no caos
Onde toda dor se forma e onde toda dor se converte em transformação
Frescor
Foi a sensação que desencadeou a mudança
Brisa leve, vento fresco como numa tarde de primavera
Aquela tarde que fez desabrochar a flor mais bela.
Todos viram sua expressão surpresa
Todos aplaudiram e gritaram: Desabrochou o amor!
E das dores da noite, nada restou.
Nada além da casca de onde irrompeu raízes.
De onde cresceu o caule.
De onde surgiram pétalas que serviram de cama ao perfume dela.
Ela que era dor, que ergueu-se entre os espinhos.
Ela que conheceu a morte e que se refez em vida.

Ela que desabrochou, a fina e delicada porém forte e valente, a flor do amor.

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