domingo, 12 de outubro de 2008

Desabrochar


Há tempos a terra promete uma belíssima primavera.
Mas o inverno que tomou conta do ambiente não arrefece nem uma gota de suas tempestades.
O clima tenso e sombrio impregna as paredes e os móveis, se agarra gosmento as pessoas e corrompe sua paciência e boa vontade.
As palavras doces e suaves, ao invés de flutuar, grudam no ar hostil e são carregadas pelas correntes de desprezo.
Nem uma flor de delicadeza consegue transpor os rigores deste inverno amargo que transborda da alma das pessoas e só se fortalece a medida que os humores se encontram e contrapõem.

Ontem, porém, nasceu uma flor. Ela rompeu a escuridão e o ódio e desabrochou.
Como diria Drummond: "É feia mas é uma flor!"
Ainda há esperança!

2 comentários:

andrecaribe disse...

^^

;*****

Anônimo disse...

apaixonadaaaa por esse poema