sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Knocking on the heaven´s door


Ela nunca foi tocada daquele jeito.
A penetrância daquele toque era muito maior que o visível. Finalmente ela podia vislumbrar a liberdade que um momento como aquele deveria oferecer sempre.
E não foram poucas as vezes que ela tentou, mas simplesmente existia uma barreira, inconsciente, entre ela e o inimaginável. Afinal, se fosse simples ou fácil seria comum e não seria tão divertido.
Ela se virou na cama tentando lembrar quando foi a última vez que a falta de compromisso resultara em algo tão inesperado.Era engraçado como as coisas aconteciam e mudavam o rumo de seus passos e pensamentos...e ainda tinha gente que pensava em destino!
Ora mas que destino poderia haver no inesperado?
Destino é algo concreto e planejado como comprar uma casa ou ter filhos mas isso... não, definitivamente, aquele encontro não tinha nada a ver com o destino.

E agora?
Algumas palavras foram suficientes para o mundo desabar ao seu redor...sim, clichês são utéis as vezes e, apesar dela não gostar deles, não havia maneira melhor de descrever o momento.
Ela mesma fora a grande incentivadora! A idéia era boa mas precisava de retoques e ela os fez, e eles ficaram tão bons que era preciso por em prática e logo!
As coisas estão acontecendo rápido demais, ela pensou... mas de que outra forma deveria ser?
Ela nunca foi mulher de deixar pra depois ou de se enganar, ela não havia pensado no que aquela idéia ia resultar e só depois que tinha falado é que ela se deu conta!
Toda a liberdade de sensações que ela havia experimentado não a haviam preparado para isso...o desapego é a pior coisa a se aprender. A vida inteira aprendemos a dominar, controlar, planejar...simplesmente deixar acontecer não é tão simples quanto parece quando se fala.
Ela sabia que desapegar-se era a melhor forma de mostrar confiança e a melhor forma de merecê-la também. Era tudo que ela devia fazer...mas porque a reticência?

Ela havia encontrado finalmente uma porta mas só podia vislumbrar o que estava além dela... Forçá-la seria inútil, então onde estava a chave?

2 comentários:

Anônimo disse...

Então ela está à apenas um passo da felicidade?

Anônimo disse...
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